O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu nesta quarta-feira, 14 de outubro, uma carta às famílias evangélicas brasileiras. O texto, divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, integra o esforço de aproximação com esse segmento do eleitorado, no qual o candidato à reeleição enfrenta resistência.
Na mensagem, Lula afirma não ser evangélico, mas declara total respeito pela fé cristã e por todas as religiões. Ele destaca o compromisso comum de cuidar das famílias brasileiras, argumentando que apenas lares fortes constroem uma nação forte. Entre as ações de governo mencionadas estão o combate às apostas on-line, descritas como destruidoras de tantos lares, e o empenho pela garantia de dois dias de descanso semanal. Segundo o texto, mais tempo livre permite fortalecer vínculos familiares e, para os evangélicos, permanecer mais tempo na igreja em comunhão com os irmãos.
O presidente também cita o empenho em proteger mulheres, combater a violência e o crime organizado, prender bandidos e resguardar crianças e adolescentes. Menciona ainda melhorias na saúde pública, aumento real da renda e preservação da natureza. No encerramento, Lula lembra que nas famílias evangélicas as decisões passam pela oração e conclama os destinatários a pedir discernimento a Deus na escolha eleitoral, votando com consciência livre e aliança renovada com o Brasil.
A iniciativa ocorre em meio a pesquisas que apontam vantagem do adversário Flávio Bolsonaro no segmento. Levantamento Quaest de setembro registrou 46% das intenções de voto para o concorrente contra 27% de Lula entre os evangélicos. O recurso de cartas a esse público já havia sido utilizado pelo PT em junho deste ano e pela própria campanha de Lula em 2022.
No mesmo dia, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o advogado-geral da União Jorge Messias divulgaram vídeo convidando cristãos a participar do canal “Cristãos com Lula 13”, voltado à mobilização de eleitores religiosos. A ação coincide com a suspensão, pelo Tribunal Superior Eleitoral, do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones, e com a votação no Senado da proposta que prevê o fim da escala 6x1, uma das principais bandeiras da campanha petista.
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