O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi reeleito com 3.119.318 votos nas eleições de 4 de outubro, a maior votação já registrada para o cargo na história do Brasil. O resultado mais que dobrou os cerca de 1,49 milhão de votos que ele havia obtido em 2022 e superou o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro (1,84 milhão em 2018).
Além da própria votação, Nikolas ampliou a projeção de um grupo de candidatos jovens e conservadores que ele apoiou em diferentes estados. Segundo o próprio parlamentar, dos 33 nomes que declarou apoio para a Câmara dos Deputados, 21 foram eleitos. O grupo é descrito por aliados como a “bancada Nikolas” ou parte de um movimento de renovação conservadora dentro do bolsonarismo, com forte presença nas redes sociais.
Em São Paulo, o principal destaque foi Lucas Pavanato (PL), eleito com 3.038.438 votos — a segunda maior votação da história do país, atrás apenas de Nikolas. Pavanato, de 28 anos, usou o slogan “Se um Nikolas em Brasília já incomoda o sistema, imagina dois” e contou com a participação direta do deputado mineiro em peças de campanha. Eduarda Campopiano (PL), também alinhada ao grupo, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo.
Outros apoiados com desempenho expressivo incluem André Fernandes (PL-CE), entre os mais votados do país, e nomes em estados como Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e Espírito Santo. Nikolas, que tem mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, usou as redes e agendas de campanha para impulsionar esses candidatos, reforçando um modelo de política digital que se multiplica pelo Brasil e se articula com o bolsonarismo do PL.
Na Bahia, dois nomes apoiados por Nikolas se destacaram. A médica Raíssa Soares (PL) foi eleita deputada federal com 162.370 votos, a mulher mais votada do estado e a maior votação do PL para o cargo na Bahia. O deputado estadual Diego Castro (PL) obteve 160.305 votos, o segundo maior resultado geral no estado (atrás apenas de Ivana Bastos, do PSD, com 203 mil) e o mais votado do PL. Nikolas chegou a indicar publicamente os dois nomes em postagens durante a campanha.
O desempenho consolida Nikolas, aos 30 anos, como uma das principais referências eleitorais da direita jovem no país. Ele já sinalizou ambições de ocupar espaços relevantes na Câmara, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e de atuar de forma articulada com a bancada que ajudou a eleger. O movimento, que se apresenta como renovação conservadora acoplada ao bolsonarismo, deve ganhar peso na próxima legislatura, que começa em 2027.
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