A Câmara Municipal de Salvador registrou quase R$ 17 milhões em despesas com tecnologia da informação entre janeiro e agosto de 2026. Os gastos envolvem serviços de informática, manutenção de sistemas, locação de equipamentos, ferramentas de gestão e controle de acesso ao prédio.
Apesar dos investimentos, servidores concursados relatam problemas recorrentes na estrutura tecnológica, incluindo computadores lentos, quedas de conexão, programas que travam e demora no conserto de equipamentos. Também foram mencionadas falhas nas catracas de entrada do edifício, que dificultariam a rotina de trabalho.
Entre as empresas contratadas, a Sudoeste Informática e Consultoria concentrou aproximadamente R$ 9,8 milhões em despesas no período. Cerca de R$ 9,26 milhões estão associados ao desenvolvimento, à manutenção e ao treinamento relacionados à plataforma Maker All, em um acordo envolvendo o consórcio ASTEC III.
A DW3 Serviços Especializados registrou cerca de R$ 5,8 milhões em despesas, incluindo aproximadamente R$ 2,83 milhões com locação de equipamentos de informática, R$ 1,31 milhão com sistema de gestão empresarial e R$ 1,5 milhão com soluções de controle de acesso, catracas e reconhecimento facial.
Já a DO Serviços de Tecnologia contabilizou R$ 1.344.949,12 no período. O contrato inclui um sistema de gestão de solicitações e atendimento automatizado. O valor mensal informado para o serviço passou de R$ 130 mil para R$ 168 mil, um aumento de aproximadamente 29%, o que representa R$ 2,016 milhões em projeção anual pelo novo valor.
Os relatos de falhas levantam questionamentos sobre a execução dos contratos e a efetividade dos investimentos. Os valores gastos, isoladamente, não comprovam irregularidades; uma avaliação conclusiva depende da análise dos contratos, dos serviços entregues, dos registros de manutenção e dos mecanismos de fiscalização adotados pela Câmara.
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