O presidente libanês, Joseph Aoun, declarou que a medida adotada pelo governo para proibir as atividades militares e de segurança do Hezbollah representa uma decisão soberana e definitiva, sem possibilidade de reversão.
Ele também destacou que o disparo de foguetes contra Israel ocorrido na véspera partiu de locais fora da zona ao sul do rio Litani, região onde as forças do Exército libanês se encontram posicionadas.
" The decision taken by the Council of Ministers yesterday, preserving the Lebanese state’s sole right to control decisions of war and peace and banning military and security activities outside the law, is a sovereign and final decision from which there is no turning back."
Aoun fez essas afirmações durante encontro com representantes do Quinteto (Estados Unidos, França, Arábia Saudita, Catar e Egito), em meio a esforços diplomáticos para conter a escalada.
Na segunda-feira (2 de março), após reunião emergencial do gabinete presidida pelo próprio Aoun, o primeiro-ministro Nawaf Salam anunciou a proibição imediata de todas as ações militares e de segurança do Hezbollah, classificadas como ilegais. O governo exigiu que o grupo, apoiado pelo Irã, restrinja-se apenas à atuação política e entregue suas armas ao Estado.
" The state rejects any military or security actions launched from Lebanese territory."
" The decision of war and peace rests exclusively with the state."
O premier instruiu o Exército libanês a implementar de forma decisiva o plano de controle de armas ao norte do rio Litani, impedir novos ataques a partir do território libanês e deter responsáveis por violações, incluindo lançamentos de foguetes ou drones.
O anúncio veio logo após o Hezbollah reivindicar o lançamento de projéteis contra alvos em Israel (incluindo Haifa), o que provocou intensos contra-ataques israelenses no Líbano, com bombardeios em áreas do sul e subúrbios de Beirute, resultando em mortes, feridos e deslocamentos de civis.
Essa posição marca uma virada significativa na postura oficial do Estado libanês em relação ao Hezbollah, grupo armado presente no país há mais de quatro décadas e que historicamente manteve influência militar paralela. O governo condenou o uso do território libanês como base para ações em conflitos regionais alheios aos interesses nacionais, alertando para os riscos de maior destruição e instabilidade.
A decisão reforça o princípio de que o monopólio da força cabe exclusivamente ao Estado, alinhando-se a resoluções internacionais como a 1701 da ONU, e ocorre em contexto de pressões externas e internas para desarmamento da milícia.
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