A capital baiana registrou forte impacto na mobilidade urbana nesta sexta-feira (22 de maio de 2026) devido à greve geral dos rodoviários. A paralisação deixou a cidade praticamente sem coletivos desde a madrugada, obrigando milhares de moradores a buscarem outras formas de locomoção para chegar ao trabalho ou compromissos.
A categoria aprovou o movimento em assembleia na quinta-feira (21), com reivindicações que incluem reajuste salarial, valorização do ticket alimentação, mudanças nas cartas horárias e redução da jornada de trabalho. Uma nova reunião está prevista para hoje, quando os grevistas vão analisar a contraproposta das empresas.
Mesmo com decisão judicial que exigia 60% da frota circulando nos horários de pico e 40% no restante do dia, muitos terminais e pontos de ônibus amanheceram completamente vazios. Passageiros relataram longas filas e esperas intermináveis, gerando grande transtorno para a população.
Com a ausência dos ônibus, as viagens por aplicativos de transporte tiveram forte alta nos preços. Muitos usuários receberam alertas de valores acima do normal, com corridas chegando ao dobro do preço habitual. Relatos nas redes sociais mostram indignação, com pessoas afirmando que “não tem condição” pagar os valores cobrados.
Para minimizar os problemas, a população se organizou em caronas solidárias e algumas empresas acionaram vans particulares para transportar funcionários. A Secretaria Municipal de Mobilidade colocou em operação os micro-ônibus do Sistema de Transporte Especial Complementar, conhecidos como “amarelinhos”, em principais corredores da cidade.
Até o início da manhã, no entanto, não havia registro de saída significativa de ônibus das garagens, o que gerou críticas sobre o cumprimento da liminar do Tribunal Regional do Trabalho.
Moradores enfrentaram dificuldades especialmente em regiões como Mussurunga e outros terminais importantes, com motoristas de aplicativos concentrados nesses pontos em busca de passageiros. A situação expõe o desgaste nas negociações entre rodoviários, empresas e poder público.
O desfecho da greve depende do resultado da assembleia marcada para esta sexta-feira.
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