O tabagismo segue entre os principais fatores de risco para doenças graves e mortes evitáveis no Brasil. Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, uma ação gratuita no Shopping Center Lapa, em Salvador, reúne serviços de prevenção, diagnóstico e orientação sobre os impactos do cigarro.
Entre esta sexta-feira (28) e sábado (29), das 10h às 16h, equipes do Instituto ProPulmão e do Hospital Fundação Bahiana de Cardiologia e Combate ao Câncer (HFBCCC) realizam avaliações de risco para câncer de pulmão e orientações para quem deseja abandonar o tabagismo.
A programação inclui teste de pico de fluxo expiratório, usado para medir a capacidade respiratória, além de aferição da pressão arterial e verificação da glicemia. A iniciativa integra o Agosto Branco, campanha voltada à conscientização sobre a saúde pulmonar.
Estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que cerca de 145 mil mortes por ano no país estejam ligadas ao consumo de tabaco e à exposição à fumaça do cigarro. Isso equivale a uma média de 477 óbitos diários por doenças associadas ao hábito de fumar, como câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), problemas cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), pneumonia e diabetes tipo 2.
Na Bahia, a prevalência de fumantes entre adultos é de 9,8%, segundo dados usados pela Secretaria da Saúde do Estado (SESAB) no Plano Estadual de Oncologia. Em Salvador, o índice mais recente aponta que 7,1% da população adulta fumava em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde.
Especialistas também alertam para o avanço dos cigarros eletrônicos. Dados do Vigitel mostram que 6,1% dos jovens adultos entre 18 e 24 anos relataram uso diário ou ocasional desses dispositivos em 2023. Embora muitas vezes apresentados como alternativa menos nociva, os vapes podem conter nicotina e outras substâncias associadas à dependência e a danos à saúde. No Brasil, permanecem proibidas a fabricação, a importação, a comercialização e a propaganda desses produtos.
Quem deseja parar de fumar pode buscar tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O atendimento pode incluir acompanhamento individual ou em grupo, avaliação médica e, quando houver indicação, uso de medicamentos como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona.
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