José Carlos da Silva Santos fez uma ressonância magnética na segunda-feira e continuou na fila de regulação. O filho, Luan Santos Santos, afirma que o pai precisa passar por avaliação com um neurocirurgião e que a espera no sistema estadual de regulação já dura mais de um mês. O paciente permanece internado no Hospital 2 de Julho, em Salvador.
A trajetória pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começou em 30 de julho, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Tancredo Neves. Segundo Luan, o pai permaneceu nove dias na unidade até ser transferido para o Hospital 2 de Julho. No local, passou por uma cirurgia e teve dois dedos amputados. Desde então, de acordo com o relato da família, a nova solicitação de regulação não avançou.
“Meu pai entrou no Sistema Único de Saúde no dia 30 de julho. Deu entrada na UBS no bairro de Tancredo Neves, passou nove dias lá e foi regulado para o Hospital 2 de Julho, onde amputou dois dedos. Desde então, ele está lá necessitando dessa regulação. Já faz mais de um mês que meu pai está precisando de regulação, esperando e sofrendo”, disse Luan.
O comprovante apresentado pela família registra a pendência: José Carlos aguarda avaliação com um neurocirurgião pelo sistema estadual. Não há, no material apresentado na denúncia, uma data definida para o atendimento especializado. Luan resume a situação após a realização do exame: o pai “está nessa fila miserável da regulação, esperando o atendimento para voltar para casa”.
Durante a internação, a família enfrentou outra perda. O avô de Luan morreu na sexta-feira passada, mas José Carlos não pôde comparecer ao enterro porque não recebeu alta. “Desde então, é tudo uma luta”, afirmou o filho.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), vinculada ao governo de Jerônimo Rodrigues, não havia se pronunciado sobre o caso até o momento do registro da denúncia. Também não havia previsão informada à família para a disponibilização de uma vaga com um neurocirurgião.
O quadro relatado pela família é o seguinte: entrada pela atenção básica em Tancredo Neves, permanência de quase dez dias até a transferência, amputação de dois dedos no Hospital 2 de Julho, realização de ressonância magnética e, ainda assim, espera pela regulação para atendimento especializado.
Enquanto aguarda uma definição, José Carlos permanece internado no hospital, sem previsão de retorno para casa.
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