O procurador autárquico Alexandre Ferreira Azevedo, servidor público no Estado do Pará, é investigado sob a acusação de produzir e armazenar imagens de natureza sexual da própria enteada, que tinha 16 anos na época dos fatos.
Segundo a acusação, o servidor é suspeito de registrar arquivos de vídeo e foto da adolescente enquanto ela dormia, sem o consentimento dela. O material teria sido descoberto pela mãe da vítima no celular do investigado.
O caso tramita em duas frentes. Na esfera administrativa, foram abertos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) para apurar a conduta. Passados 120 dias da instauração, os procedimentos continuam praticamente na estaca zero. Mesmo diante das acusações, o servidor permanece vinculado ao serviço público e em atividade.
Na esfera judicial, a defesa tentou trancar a ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso foi rejeitado e o andamento do processo foi mantido. Ferreira será ouvido no início de setembro.
A repercussão do caso no Pará aponta o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) no entorno institucional da notícia, com o servidor identificado como procurador autárquico e ainda em exercício enquanto as apurações administrativa e criminal seguem em curso.
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