Banco Central classifica como sigilosas trocas de comunicações com Moraes sobre liquidação do Master

Instituição rejeita pedido de acesso via LAI, invocando proteção a dados pessoais e patrimoniais
Por: Brado Jornal 08.jan.2026 às 20h41
Banco Central classifica como sigilosas trocas de comunicações com Moraes sobre liquidação do Master
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco Central do Brasil determinou sigilo total sobre os registros de contatos e reuniões entre seus dirigentes e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes relacionados ao processo de liquidação extrajudicial do Banco Master.

A decisão veio em resposta a um pedido formulado pela coluna com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), que solicitava cópias de todos os documentos referentes às tratativas sobre a tentativa de venda do Master ao BRB, incluindo agendas, mensagens e atas de reuniões.

A autarquia negou integralmente o fornecimento das informações, argumentando que o material contém dados protegidos por sigilo bancário, empresarial e de privacidade. Em vez de divulgar trechos com tarjas nas partes sensíveis (prática comum em órgãos públicos), o BC optou por bloquear o acesso completo.A resposta oficial destacou que os pareceres técnicos da instituição tratam exclusivamente de informações financeiras, contábeis, estratégicas e pessoais, todas cobertas por proteção legal.

“Nos processos em que o Banco Central examina operações de transferência de controle, há, entre outros, dados de operações financeiras, protegidos por sigilo bancário; informações pessoais protegidas pelo direito à intimidade e à privacidade; dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas, protegidos pelo sigilo empresarial”, justificou o órgão.

A coluna informou que recorrerá da negativa, conforme previsto na LAI.

O caso ganhou repercussão após reportagens indicarem que Moraes teria mantido pelo menos seis conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o futuro do Master, contatos que ambos negam terem envolvido pressão indevida.O banco, controlado por Daniel Vorcaro, contratou o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, em contrato de R$ 129 milhões.

Galípolo havia declarado anteriormente que todas as interações relacionadas ao tema foram devidamente documentadas pela autarquia, incluindo reuniões, mensagens e comunicações.Recentemente, o ministro Dias Toffoli também foi alvo de críticas por determinar sigilo em processo sobre o Master tramitado no STF.


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