Ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello reafirma voto em Jair Bolsonaro contra Lula

Magistrado concedeu entrevista a um podcast, no qual também disse acreditar que eleição de Dallagnol e de Moro mostram insatisfação do eleitor com o fim da operação Lava Jato
Por: Brado Jornal 10.out.2022 às 14h22
Ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello reafirma voto em Jair Bolsonaro contra Lula
Foto: Divulgação

Em entrevista a um podcast, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello confirmou que votará em favor da reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a possibilidade de eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele disse que, como juiz, não conseguiria votar em alguém que já foi condenado e alegou que Lula não teria sido absolvido pelo STF: “Como ex-juiz, não poderia votar, jamais, em alguém que, primeiro, foi presidente durante oito anos, deus as cartas durantes seis anos no governo Dilma e que foi condenado, se não me falha a memória, em quatro processos por delito contra a administração pública. Os processos foram anulados, mas ele não foi absolvido pelo Supremo. Os processos forma anulados pelo Supremo, o STF resolveu ressuscitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.

Sobre o primeiro turno das eleições, realizado em 2 de outubro, o ex-ministro disse que a população brasileira não se conformou com o fim da operação Lava Jato e que as eleições do ex-juiz Sergio Moro (União) para o Senado Federal e do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) para a Câmara dos Deputados são exemplos desse sentimento. Sem citar nomes, ele também criticou alguns integrantes da suprema corte por tomarem decisões que ele considera por vezes estarem acima da Constituição Federal. “Nós devemos ter, mesmo judicando no Supremo, os pés no chão e devemos atuar com a visão aberta, admitindo, inclusive, a possibilidade de um equívoco em um julgamento. Isso é ruim, quando se sentem acima da própria instituição. Que os ocupantes do Supremo hoje percebam essa responsabilidade”, disse.

Como um dos exemplos de discordância de processos julgados pelo Supremo, Marcos Aurélio Mello classificou o inquérito das Fake News como um equívoco. “Eu estava numa recepção na casa do ministro Luís Roberto Barroso quando chegou o presidente do Supremo á época, o ministro Dias Toffoli, e disse a mim, não havia mais ninguém próximo: ‘Marco Aurélio, sei que você não vai concordar, eu instaurei um inquérito e designei para relatá-lo, portanto não levou o inquérito a sorteio, a distribuição, o ministro Alexandre de Moraes’. Eu disse ‘realmente, eu não concordo’. Não podemos concentrar na mesma pessoa o ato de acusar e o ato de julgar. Foi um equívoco a instauração desse inquérito”, afirmou. O ex-ministro afirmou ainda que vivemos tempos estranhos atualmente no Brasil e, para ele, a pior ditadura que poderia existir seria do judiciário.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Pagamentos de amiga de Lulinha a Marcola
Saída do chefe de gabinete de Lula pode estar ligada à descoberta de transferências
Fachin afirma que críticas ao STF fortalecem a democracia
Presidente do Supremo defende harmonia entre os poderes e destaca trabalho do tribunal na abertura do segundo semestre
Dino é sorteado para relatar terceiro inquérito contra Lulinha
Ministro do STF assume apuração sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência
Michelle Bolsonaro recebe alta hospitalar e não comparece à convenção do PL no DF
Recuperação de crise de enxaqueca impediu presença no evento que oficializou sua candidatura ao Senado; ex-primeira-dama participou por vídeo
Milei chama Lula de ladrão e corrupto em nova crítica
Presidente argentino reforça ataques em entrevista, questiona soltura do petista e amplia tensão diplomática com o Brasil
PF cumpre mandados contra aliados de Weverton Rocha
Nova fase da operação mira suspeitas de lavagem de dinheiro em fraudes no INSS
Carregando..