Justiça condena um dos réus no caso de cinegrafista morto

Santiago Andrade morreu em protesto no RJ, em 2014
Por: Brado Jornal 13.dez.2023 às 10h56
Justiça condena um dos réus no caso de cinegrafista morto

A Justiça do Rio de Janeiro condenou na madrugada desta quarta-feira (13) Caio Silva de Souza pela morte de Santiago Andrade, cinegrafista morto em um protesto no Rio de Janeiro, em 2014, depois de ser atingido por um rojão. Ele foi condenado a 12 anos de prisão em regime inicialmente fechado. 

O outro acusado do crime, o tatuador Fábio Raposo Barbosa, foi absolvido pelo conselho de sentença do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sentença foi proferida pela juíza Tula Correa de Mello depois de um julgamento de quase 12 horas.

“Fábio e Caio haviam sido acusados pelo crime de homicídio doloso qualificado por emprego de explosivo. Porém, os jurados concluíram que não existiu o dolo eventual em matar a vítima, o que levou à desclassificação do crime. Com isso, a competência para julgar Caio, que foi quem acendeu o rojão, passou a ser da juíza Tula Correa de Mello, que o condenou pelo crime de lesão corporal seguida de morte”, afirma o TJRJ. 

Os acusados ficaram presos entre 2014 e 2015, mas respondem em liberdade. Depois do julgamento, a defesa de Caio afirmou que vai recorrer da decisão pelo tempo de pena estabelecido, enquanto Fábio declarou que a justiça foi feita.

Santiago era cinegrafista da TV Bandeirantes. Em 6 de fevereiro de 2014, foi atingido por um rojão enquanto cobria uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Rio, no centro da cidade. Ele morreu 4 dias depois no hospital.



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