O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal (PF) notifique o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, para prestar depoimento sobre as manifestações feitas à imprensa na quarta-feira (18 de fevereiro de 2026).
A intimação foi expedida nesta quinta-feira (19), e o comparecimento está marcado para amanhã, sexta-feira (20), às 15h, no âmbito de um inquérito em tramitação sigilosa.
As declarações de Kleber Cabral ocorreram em meio a questionamentos sobre uma operação da PF realizada na terça-feira (17), autorizada por Moraes, que envolveu buscas e apreensões contra quatro auditores fiscais da Receita Federal suspeitos de acessos ilegais a dados sigilosos de ministros do STF e familiares.
Em entrevista à CNN Brasil e a outros veículos, o dirigente da entidade afirmou não ver indícios concretos de que o auditor investigado tenha efetivamente vazado informações. Ele também declarou que, para os servidores da Receita, investigar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) gera menos receio do que lidar com o STF.
A Unafisco divulgou nota oficial expressando preocupação com a ação policial, defendendo a observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas. A entidade recordou episódio de 2019, no âmbito do inquérito das fake news, quando dois auditores foram afastados por suposto vazamento de dados de parentes de ministros, mas depois reintegrados por falta de provas.
Na nota, a associação alertou que os auditores fiscais não devem ser usados como “bodes expiatórios” em crises institucionais ou disputas alheias à categoria, afirmando que tal prática compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito.
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