A Justiça da Bahia decidiu manter a tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar imposto a Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora soteropolitana Débora Santana. O jovem segue sob restrições no inquérito que apura o atropelamento de um corredor na Pituba, em Salvador.
O 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri analisou o pedido de relaxamento das medidas e negou a solicitação. O magistrado considerou a gravidade dos fatos e o andamento avançado da instrução processual como motivos suficientes para preservar as cautelas, garantindo o regular prosseguimento do caso.
O acidente aconteceu em agosto de 2025. Emerson Silva Pinheiro, de 29 anos, foi atingido por um veículo conduzido por Cleydson e sofreu graves consequências: amputação da perna direita e múltiplas fraturas na perna esquerda. As investigações apontam que o condutor trafegava em alta velocidade e apresentava sinais de consumo de álcool.
A decisão vem logo após o Tribunal de Justiça da Bahia rejeitar liminar pedida pela vereadora Débora Santana. A parlamentar tentava suspender sua responsabilidade solidária na ação cível ligada ao episódio. A desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro manteve a determinação da juíza Lizianni de Cerqueira Monteiro, da 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador.
A magistrada entendeu que Débora Santana criou expectativa legítima de apoio ao declarar publicamente, em diversas ocasiões, que auxiliaria a vítima, principalmente durante o pico de repercussão do caso. Com isso, permanece a obrigação solidária de custear o tratamento médico e oferecer assistência financeira ao corredor.
O processo criminal contra Cleydson e a ação cível que envolve tanto ele quanto a mãe seguem em tramitação. As medidas cautelares continuam em vigor para assegurar o cumprimento das etapas judiciais até o julgamento final.
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