Treze ex-integrantes do Supremo Tribunal Federal decidiram cobrar uma reação imediata do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, diante da crise que atinge o tribunal. Em carta enviada nesta segunda-feira, os magistrados pedem uma apuração rigorosa dos fatos que classificam como o momento de maior gravidade já enfrentado pelo Supremo.
Embora não detalhem mensagens específicas atribuídas a Daniel Vorcaro ou ao ministro Alexandre de Moraes, os signatários defendem que os episódios sejam investigados sem demora e dentro do devido processo legal. Ao mesmo tempo, manifestam confiança na condução de Fachin à frente do tribunal.
A principal reivindicação é a convocação urgente de uma sessão pública do plenário. Os ex-ministros querem que o colegiado discuta os fatos e determine as providências necessárias para esclarecer os episódios.
Segundo a carta, a divulgação das informações tem provocado desgaste no prestígio e na autoridade do Supremo, afetando também a confiança da sociedade e, na avaliação dos signatários, a estabilidade das instituições democráticas.
Os magistrados afirmam esperar que Fachin convoque uma reunião aberta do colegiado para que o tribunal apresente respostas e dê início, imediatamente, à apuração dos fatos considerados graves.
Assinam o documento Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
O pedido dos ex-integrantes do Supremo se concentra em dois pontos: investigação imediata e transparência nas decisões do plenário. Para eles, a adoção dessas medidas é necessária para enfrentar o desgaste institucional e preservar a autoridade da Corte.
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