A Volkswagen, maior montadora da Europa, estuda uma ampla reestruturação que pode resultar no corte de até 100 mil postos de trabalho e no fechamento de quatro fábricas na Alemanha. Representantes dos grupos que controlam a companhia estão reunidos para discutir as medidas.
A fabricante enfrenta um cenário desafiador, com aumento dos custos operacionais, forte concorrência das montadoras chinesas e tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. Há também excesso de capacidade produtiva no mercado alemão, o que levou a direção a avaliar mudanças profundas na estratégia de negócios.
O presidente-executivo Oliver Blume sofre pressão dos grupos Porsche e Piëch, famílias controladoras que registraram perdas bilionárias em investimentos recentes. Enquanto as negociações avançam, trabalhadores realizam manifestações em defesa dos empregos. Em Wolfsburg, cerca de 400 pessoas protestaram com bandeiras sindicais e faixas.
Em meio ao processo, a Volkswagen também avalia reduzir seu portfólio global de veículos. O sedã Jetta pode deixar de ser produzido até 2030, sem ganhar nova geração, segundo informações publicadas pela imprensa alemã. A montadora ainda não confirmou a decisão. O modelo, lançado em 1979, acumula quase 50 anos de história e milhões de unidades vendidas, mas perde espaço para SUVs.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...