A Polícia Civil de Cerquilho, no interior de São Paulo, abriu investigação nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, para apurar possível prevaricação e negligência de conselheiras tutelares no caso de um menino de 2 anos que defecou duas camisinhas usadas no banheiro de uma creche da cidade.
A mãe da criança foi presa em flagrante por estupro de vulnerável, maus-tratos e desacato. Até o momento, a Justiça determinou que ela cumpra prisão domiciliar. Os outros dois filhos do casal, de 4 e 8 anos, foram resgatados e acolhidos.
De acordo com a apuração policial, as conselheiras compareceram à creche, documentaram as evidências, mas orientaram os funcionários a darem descarga no material, o que contraria os protocolos de preservação de vestígios. Funcionários da escola mantiveram a cena intacta, permitindo a coleta do material para análise.
Outra conduta questionada refere-se ao atendimento médico da criança: as conselheiras não permitiram que a professora, pessoa mais próxima da vítima, nem a diretora acompanhassem o menino. Após o atendimento, elas entregaram a tutela da criança à mãe, que, segundo a polícia, apresentava aparente estado de descontrole.
O caso gerou forte repercussão e críticas ao funcionamento do Conselho Tutelar no município. A investigação busca esclarecer as ações das conselheiras desde a descoberta do crime.
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