A votação do próximo domingo (4) ocorre sob uma série de medidas da Polícia Civil da Bahia para impedir que facções criminosas interfiram no período eleitoral. O delegado-adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (1º), em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, no programa Bahia Notícias no Ar, que o trabalho de inteligência vem sendo realizado em sigilo desde o começo do ano.
Segundo ele, o calendário público do pleito não coincide com o início do planejamento. “A gente diz que a eleição é agora, mas o nosso planejamento já começou desde o início do ano e já vem sendo executado desde o início do ano. Então, muitas operações que antecederam esse período a gente não deu publicidade, mas eram ações que já estavam prevendo esses acontecimentos. Então, aquelas lideranças que, em algum momento, identificamos uma possível atuação dela no pleito, essa operação aconteceu e essas pessoas foram presas”, disse a Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Figueiredo relatou que várias lideranças foram identificadas e detidas, inclusive fora da Bahia. Parte das capturas ocorreu no Rio de Janeiro. “Tiveram pessoas que estavam fora da Bahia que nós conseguimos capturar no Rio de Janeiro. Entramos em Paraisópolis, entramos na Rocinha. Rocinha nem tanto, porque a gente espera mais sair. Então, quando sai da Rocinha, a gente pega”, contou. Ele também citou a dificuldade das forças de segurança para entrar em determinadas comunidades de outros estados.
Na comparação com o Rio, o delegado sustentou que, na Bahia, as polícias conseguem acessar áreas onde grupos criminosos atuam. “Eu diria para vocês que todas as lideranças que estão fora do Estado da Bahia, a grande maior parte, nós sabemos onde elas estão, nós temos a localização. Mas são locais difíceis. Em determinados estados, você tem territórios que a segurança pública não consegue adentrar, diferente aqui do Estado da Bahia”, afirmou.
O monitoramento de possíveis movimentações ligadas às eleições segue em curso. Parte das providências, segundo Figueiredo, já foi antecipada com base em dados de inteligência. “Mas estamos atentos a essa questão do pleito eleitoral. A gente vem, sim, fazendo esse acompanhamento através da inteligência. O que dá para ser feito no âmbito cirúrgico de uma atividade, a gente fez com operações antecipadas, e muito em especial com a presença da Polícia Militar (PM-BA)”, completou.
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