Em ato de apoio a Silveira, Bolsonaro diz que recebeu informações de que Carlos seria preso por ‘fake news’

Presidente afirmou que não foi fácil decidir sobre indulto concedido ao parlamentar e destacou que não pode ‘acreditar em retaliação’ do Judiciário
Por: Brado Jornal 28.abr.2022 às 06h22 - Atualizado: 29.abr.2022 às 06h48
Em ato de apoio a Silveira, Bolsonaro diz que recebeu informações de que Carlos seria preso por ‘fake news’
Ato pela 'liberdade de expressão' foi organizado por membros da Frente Parlamentar Evangélica e da bancada da Segurança Pública - Anderson Riedel/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira, 27, ter recebido informações de que seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), seria preso por disseminar notícias falsas. A declaração foi dada durante ato “pela liberdade de expressão” e em defesa do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), no Palácio do Planalto, em Brasília, “As coisas não acontecem ou são feitas por acaso. Por que o cerceamento da liberdade de expressão? O cerceamento não atinge apenas a mim. Quem foi meu marqueteiro? Carlos Bolsonaro, que, por várias vezes, chegou informes de prisão por fake news. Vai prender o filho do presidente por fake news? É grave? É, assim como é grande prender qualquer um brasileiro. Mais grave ainda é prender um parlamentar, que tem liberdade para defender o que ele bem entender”, argumentou Bolsonaro.

Em seu pronunciamento, o mandatário do Palácio do Planalto disse ter precisado de coragem para decidir pela concessão de indulto de graça a Silveira, condenado a oito anos e nove meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitar a tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes da União e por coação no curso do processo. “Alguém acha que é fácil eu decidir a graça do deputado Daniel? Não faltou gente para cima de mim. ‘Você vai ter problema com o Supremo’, ‘olha as ações contra o governo que podem vir’. Eu não posso acreditar em retaliação”, afirmou o presidente. O chefe do Executivo aproveitou para alertar aos presentes sobre o perigo da aprovação do marco temporal de demarcação das terras indígenas e voltou a subir o tom contra o STF. “Como é que fica o agronegócio se aprovarem? Como é que fica Rondônia? Como é que fica o Brasil? O que é que vai sobrar para mim? Respeitosamente, prezado presidente do Supremo Tribunal Federal, está aqui a chave do Executivo, administre o país, porque não vamos mais ter economia, garantia alimentar, vai ser uma balbúrdia no campo”, sugeriu Bolsonaro.

“Os Poderes existem para ser respeitados, não é para um mostrar que é mais forte que o outro. Eu tenho dito ao longo dos últimos meses: Temos poucas pessoas aqui na Praça do Três Poderes que mandam muito, mas nenhuma delas pode tudo”, alfinetou. Em outro momento, o presidente questionou a segurança das urnas eletrônicas. “Temos uma tecnologia dos anos 96. O ministro Barroso [ex-presidente do TSE] disse que desde 96 nada foi comprovado de falsificação ou de fraude. Ora, as eleições de 2014 o PSDB contratou uma auditoria internacional. Qual a conclusão? A urna é inauditável”, apontou Bolsonaro, que faz defesa de uma maneira de tornar a votação auditável. Em sua fala final, Bolsonaro fez um alerta para quem “jogar fora das quatro linhas da Constituição”. Segundo o chefe do Executivo, ele e seus ministros vão agir para enquadrar essas pessoas na Lei.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Eduardo Bolsonaro ignora base bolsonarista e apoia centrão André do Prado para o Senado
Deputado federal descarta nomes como Ricardo Salles e Derrite e oficializa preferência por presidente da Alesp
Vereador do PT critica governo Jerônimo por “requentar” apoios
Alex Tanuri afirma que anúncios de adesões em Juazeiro não representam novidade e cobra mais investimentos do Executivo estadual.
Partido Missão tem sua primeira lei sancionada pela Presidência da República
Lei nº 15.397/2026 endurece penas para crimes patrimoniais e tipifica novas condutas no Código Penal
João de Deus tem pena reduzida de quase 500 para 214 anos de prisão
Líder religioso, condenado por crimes sexuais em múltiplos processos, teve sentenças reavaliadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás após recursos da defesa
Flávio Bolsonaro e Valdemar se reúnem com empresários em Miami
Senador amplia contatos com o setor privado após avanço nas pesquisas eleitorais; presidente do PL participou do jantar
Chico Salles busca recuperar prejuízo no Banco Master
Empresário baiano, fundador de importantes instituições de ensino e editora, processa executivos após perder centenas de milhares de reais em investimentos no banco liquidado
Carregando..