Bolsonaro ficará inelegível, mas não deve ser preso, dizem ministros do STF e do STJ

Condenação teria que ser definitiva; detenção açodada criaria um 'mártir' e elevaria tensão no país, avaliam magistrados
Por: Brado Jornal 17.fev.2023 às 06h37
Bolsonaro ficará inelegível, mas não deve ser preso, dizem ministros do STF e do STJ
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante palestra em Miami no último dia 3 - Chandan Khanna 3.fev.2023/AFP

A possibilidade de Jair Bolsonaro (PL) ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é tratada como uma certeza por magistrados de cortes superiores de Brasília. Já a hipótese de ele ser condenado e preso nos próximos quatro anos é considerada praticamente impossível.

Bolsonaro responde a 16 ações no TSE, que podem levar à sua inelegibilidade, e a diversos inquéritos criminais e civis que podem resultar em condenação à prisão. Mas ele só poderá ser recolhido ao cárcere em decorrência de uma sentença condenatória transitada em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso em nenhuma instância da Justiça.

O ex-presidente pode ser preso também por decisão de um juiz de primeira instância, onde responderá a oito investigações. Nessa hipótese, no entanto, a maior probabilidade é a de que o STF reverta a detenção –como fez no caso de Michel Temer. Preso em 2019, ele passou apenas quatro noites em uma cela.

Magistrados afirmam também que o custo político não entra no cálculo jurídico, mas entendem que a prisão de Bolsonaro elevaria o nível de tensão no Brasil de forma indesejada, permitindo que ele adotasse o papel de "mártir".



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