Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) debateram sobre os 100 dias do governo de Luiz Inácio Lula da Silva durante um programa na CNN Brasil e a questão econômica entrou em pauta.
O parlamentar aliado de Lula criticou a taxa de juros e disse que esse valor não tem interferência do novo governo.
"É importante destacar uma coisa: essa taxa de 13,75%, a maior da história, não veio de nós não, foi herdada do governo anterior".
Marinho, então, rebateu e disse que a taxa Selic que temos no momento não é a maior da história e que valores maiores que o atual foram registrados durante os governos de Lula e Dilma.
"Eu convido o senador a estudar a história econômica do país. O presidente Lula, no primeiro mandato, aumentou a taxa de juros a mais de 26% ao ano. E antes disso, senador Randolfe, a taxa de juros, na época do descontrole e do gasto excessivo que vossa excelência pretende implementar, chegou a 46% ano.", disse.
Desde a posse de Lula, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, se tornou alvo de ataques do petista. Isso porque o mandato do presidente do BC só acaba em 2024, em virtude da independência da autoridade monetária. Só então o PT indicará o sucessor.
Lula e o PT querem controlar a política de juros do país. Segundo eles, a taxa básica está alta demais, o que impede gastos com “programas sociais”. A culpa seria de Campos Neto, “aliado” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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