Política Urgente

PF prende ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques

Vasques foi detido preventivamente; corporação apura tentativa de dificultar acesso de eleitores aos locais de votação
Por: Brado Jornal 09.ago.2023 às 07h49 - Atualizado: 09.ago.2023 às 08h20
PF prende ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques

A PF (Polícia Federal) prendeu preventivamente na manhã desta quarta-feira (9) o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, em Florianópolis (SC), em investigação sobre suposta interferência no 2º turno das eleições.

Em nota, a PF afirmou que deflagrou a Operação Constituição Cidadã para apurar se integrantes da PRF teriam direcionado “recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no dia 30 de outubro 2022”.

Silvinei é investigado pelo MPF (Ministério Público Federal) por improbidade administrativa por suposto uso indevido do cargo. Em novembro de 2022, o órgão entrou com uma ação contra o ex-PRF argumentando que ele pode ter favorecido a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral em outubro do ano passado.

A ação cita publicação de Vasques nas redes sociais pedindo votos a Bolsonaro. No dia do segundo turno, em 30 de outubro, o então diretor-geral da PRF autorizou a realização de operações no Nordeste, que impediram a circulação dos meios de transporte e dificultou a chegada eleitores para votar.

Há ainda 10 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal, em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte contra diretores da PRF na gestão Silvinei. Não há mandados de prisão contra eles.


São alvos, além de Silvinei:

  • Luis Carlos Reischak, ex-diretor de Inteligência;
  • Rodrigo Hoppe, ex-diretor de Inteligência Substituto;
  • Wendel Benevides, ex-corregedor-geral;
  • Bruno Nonato, ex-PRF e hoje na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
  • Anderson Frazão, ex-coordenador-geral de Gestão Operacional;
  • Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações; e
  • Antonio Melo Schlichting Junior, ex-coordenador-geral de Combate ao Crime.


Ainda como parte da operação, batizada de Constituição Cidadã, a Polícia Federal deve ouvir 47 membros da PRF.


Segundo a PF, os crimes investigados incluem:

  • prevaricação (que é quando um servidor público deixa de exercer o seu dever),
  • violência política (impedir, com emprego de violência física, sexual ou psicológica, o exercício de direitos políticos), e
  • impedir ou atrapalhar a votação (crime previsto no Código Eleitoral).


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