Lula deseja um governo "profícuo" de Trump e reforça compromisso com a diplomacia

Durante reunião ministerial, presidente destaca a importância de relações harmoniosas com EUA, China, Venezuela e outras potências globais
Por: Brado Jornal 20.jan.2025 às 10h30
Lula deseja um governo
Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20.jan.2025) que torce para que o novo governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, seja "profícuo" e que o país continue sendo um parceiro histórico do Brasil. Em um discurso durante a primeira reunião ministerial do ano, Lula expressou seu desejo de que a administração de Trump, eleito presidente, seja benéfica para o povo americano e mantenha a parceria tradicional entre os dois países.

"Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problemas nas democracias mundiais. O Trump foi eleito para governar os EUA, e eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícuo para o povo americano melhorar, para os americanos continuarem a ser o parceiro histórico que são do Brasil", declarou o presidente.

Lula também enfatizou a postura do Brasil em relação às grandes potências globais, destacando que o país busca uma política externa pacífica e sem conflitos. "Nós não queremos briga nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com China, nem com a Índia, nem com a Rússia. Queremos paz, queremos harmonia. Queremos uma relação onde a diplomacia seja a coisa mais importante e não a desavença, e não a encrenca", afirmou.

Ao falar sobre os desafios do seu terceiro mandato, Lula reiterou sua intenção de garantir que o Brasil continue no caminho da democracia e se distancie de movimentos autoritários. "Precisamos deixar, em alto e bom som, que queremos eleger um governo para continuar o processo democrático desse país. Nós não queremos entregar esse país de volta ao neofascismo, ao neonazismo e ao autoritarismo", disse.

Durante a reunião ministerial, que acontece na Granja do Torto, em Brasília, Lula e seus ministros discutiram a agenda do governo para os próximos dois anos, enquanto se prepara para realizar uma das maiores reformas ministeriais do mandato. As mudanças na Esplanada são aguardadas para depois das eleições para a presidência da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro.



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