Câmara aprova pacote antifacção com endurecimento de penas contra o crime organizado

Plenário rejeita oposição de PT e PSOL e dá aval ao projeto com 370 votos favoráveis
Por: Brado Jornal 19.nov.2025 às 09h23
Câmara aprova pacote antifacção com endurecimento de penas contra o crime organizado
Discussão e votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB). Dep. Guilherme Derrite (PP - SP) - Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados ... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/cama
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o chamado Projeto Antifacção, proposta enviada pelo governo federal que aumenta penas, cria novos tipos penais e dá mais ferramentas de investigação para combater organizações criminosas.

A votação terminou com 370 votos a favor, 110 contra, 3 abstenções e 29 ausências.

O texto eleva significativamente as penas para crimes praticados por membros de facções, podendo chegar a até 40 anos de reclusão, além de estabelecer regras específicas para líderes de grupos criminosos e ampliar os poderes de policiais e investigadores.Como os partidos se posicionaram
  • PT: todos os 65 deputados presentes votaram contra
  • PSOL: todos os 12 deputados presentes votaram contra
  • PCdoB: 8 contra e 1 a favor
  • PSB: 8 contra e 7 a favor
  • PV: 3 contra e 1 a favor
Do outro lado, PL registrou ampla maioria favorável: 80 votos sim e apenas 2 não, dos deputados Eros Biondini (MG) e João Carlos Bacelar (BA).Partidos menores fecharam questão a favor:

  • PRD (5 votos sim)
  • Novo (5 votos sim)
  • Cidadania (4 votos sim)
Os demais partidos de centro e direita tiveram votação majoritariamente favorável, com raros votos contrários ou abstenções:

União Brasil (54 sim, 1 não), PP (47 sim, 1 não), PSD (42 sim, 1 abstenção), Republicanos (39 sim, 1 não), MDB (37 sim, 1 não), PDT (16 sim, 1 não), Podemos (12 sim, 1 não), PSDB (11 sim, 2 não) e Solidariedade (4 sim, 1 não).

As três abstenções foram dos deputados Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), Ricardo Galvão (Rede-SP) e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR).

O projeto chegou ao Congresso em outubro, encaminhado pelo governo federal. O relator designado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi o deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), atual secretário de Segurança Pública de São Paulo.


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