PT tenta reter Coronel com proposta à família

Negociações incluem vice para Eleusa e comando da Alba
Por: Brado Redação 08.jan.2026 às 15h12
PT tenta reter Coronel com proposta à família
Foto: Vaner Casaes

A política baiana vive momentos de tensão nos bastidores devido à resistência do senador Angelo Coronel (PSD) em aceitar o posto de vice na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT). Para impedir uma possível ruptura e garantir a permanência do parlamentar na aliança governista, o grupo formado por Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner elaborou uma oferta direcionada ao clã de Coronel.

De acordo com informações circulando nos corredores do poder, as contrapartidas apresentadas ao entorno do senador contemplam os seguintes pontos:

1. Indicação de Eleusa Coronel para a vice-governadoria: a companheira do senador assumiria o lugar atualmente disputado e ocupado por Geraldo Júnior (MDB), visando manter a influência familiar e reduzir as fricções com o parlamentar.

2. Garantia de uma secretaria importante no próximo mandato. Se Jerônimo Rodrigues conquistar a reeleição, uma pasta relevante seria destinada a indicados do grupo de Coronel.

3. Comando da Assembleia Legislativa da Bahia para Angelo Filho. O deputado estadual, filho do senador, seria apoiado para ocupar a presidência da Alba, posição de grande relevância no cenário estadual.

4. Candidaturas de Angelo Coronel e Diego Coronel a deputado federal. No fechamento do acordo, o senador, atualmente no cargo maior, e seu filho Diego disputariam assentos na Câmara dos Deputados, expandindo o alcance da família na capital federal.


Bastidores

Essa articulação demonstra o nível de apreensão do PT com a hipótese de perda de Angelo Coronel. Sua eventual saída poderia facilitar reconfigurações na coalizão de apoio ao governo e abrir caminho para disputas adicionais pelas vagas no Senado e na vice-governadoria.

Recentemente, o senador Otto Alencar, líder estadual do PSD, rotulou de “arrogância” a atitude de Coronel ao recusar o papel de vice.

Até o momento, não existe confirmação oficial sobre as sugestões apresentadas. O entorno de Coronel segue afirmando publicamente que “não aceita imposições”, ao passo que o PT busca ajustar o arranjo eleitoral visando 2026.

Espera-se que as conversas prossigam de forma intensa nas próximas semanas, envolvendo reuniões discretas e influências de vários setores da base aliada.



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