A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), tem adotado medidas que aumentam a participação de familiares em posições importantes tanto na gestão municipal quanto na direção local do partido, gerando mal-estar entre correligionários e aliados.
O caso mais recente envolve a designação de Kalilly Lemos, prima da prefeita, para comandar a Secretaria de Relações Institucionais, área essencial nas negociações políticas e nas interlocuções com outros níveis de governo.
Além disso, Irma Lemos, mãe da gestora, exerce a presidência da executiva municipal do União Brasil. Dirigentes da legenda consideram que essa configuração centraliza as decisões partidárias dentro do mesmo círculo familiar, ampliando o domínio direto de Sheila sobre as escolhas políticas na cidade.
Essas ações provocam desconforto principalmente entre lideranças do União Brasil e de legendas parceiras que possuem mandatos eletivos e enxergam Vitória da Conquista como um importante colégio eleitoral. Parlamentares e coordenadores partidários temem que o arranjo complique a formação de acordos internos.
Nos bastidores, circula a informação de que Sheila Lemos pretende lançar o marido, Wagner Alves, como candidato a deputado estadual nas próximas eleições, com objetivo de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Embora não haja anúncio formal, aliados interpretam as nomeações recentes como parte de uma estratégia para consolidar apoio e preparar o terreno para esse projeto, mirando também a sucessão municipal em 2028.
O posicionamento de parentes e pessoas de confiança em funções estratégicas, segundo esses observadores, facilita o controle sobre a estrutura administrativa e partidária, além de influenciar futuras alianças.
Sheila Lemos justifica as indicações com base em critérios de competência técnica e na confiança necessária para o exercício dos cargos.
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