Uma residência de alto padrão situada na QI 26 do Lago Sul, em Brasília, com vista privilegiada para a Ponte JK e o Lago Paranoá, funciona como ponto de apoio frequente para Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
O local, alugado pela lobista Roberta Luchsinger, é tratado nos bastidores como o “QG” do empresário na capital federal.
Lulinha, que reside em Madri (Espanha) desde meados do ano passado, costuma se hospedar no imóvel durante suas passagens pelo Brasil, incluindo a recente estadia para as festas de fim de ano.
Mesmo ausente, o endereço mantém presença constante de um “secretário” ligado a ele.
Anteriormente, a mansão era ocupada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, com aluguel mensal estimado em R$ 25 mil.
Roberta Luchsinger, responsável pelo contrato atual, mantém proximidade pública com Lulinha e sua esposa, Renata Abreu Moreira, as duas exibem tatuagens de “melhores amigas” feitas em março de 2024.
A lobista também é sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, figura central em investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram Luchsinger orientando o Careca a eliminar aparelhos celulares: “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, escreveu ela em 29 de abril. Em outra conversa, de 5 de maio, ela cita diretamente Lulinha ao comentar desgastes públicos e investigações: “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o maior… igual agora com você”.
A lobista representa a empresa DuoSystem (de serviços de telemedicina) junto ao Ministério da Saúde, onde registrou visitas ao lado do Careca. Ela foi alvo da Operação Sem Desconto da PF em dezembro, com mandado de busca cumprido em São Paulo (não na mansão).
Após o episódio, postou foto no Instagram em 18 de dezembro exibindo tornozelos sem tornozeleira eletrônica, com o cenário da Ponte JK ao fundo.
Luchsinger enfrenta dívidas judiciais de cerca de R$ 315 mil na Justiça de São Paulo, incluindo ações por reforma de apartamento e penhora de bens (como um Range Rover não localizado e um quadro de R$ 70 mil usado para quitação).
Há suspeitas de ocultação de patrimônio, pois ela mudou de endereço sem informar a Justiça, dificultando intimações.
Em nota divulgada em dezembro, a defesa da lobista afirmou que não comenta processos cíveis em andamento e que cumprirá decisões transitadas em julgado, garantindo possuir endereço fixo.
O caso ganha relevância em meio à CPMI do INSS, que pediu ao STF (ministro André Mendonça) a proibição de Lulinha deixar o país, temendo que ele retorne a Madri antes do término das apurações. A PF investiga possíveis repasses milionários do Careca ao filho do presidente, incluindo supostos R$ 25 milhões e mesada de R$ 300 mil, além de viagens conjuntas a Portugal.
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