Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez graves denúncias sobre o Banco Master, destacando supostas irregularidades e conexões com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ferreira descreveu o caso como "nebuloso" e cheio de "sujeira", afirmando que ele está longe de ser encerrado e que há ligações que precisam ser esclarecidas. O parlamentar, conhecido por suas posturas conservadoras, utilizou o material para criticar o que ele vê como interferências indevidas no sistema financeiro e judicial brasileiro.
No vídeo, postado originalmente nas suas redes sociais, Ferreira detalha uma série de eventos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Segundo o deputado, o banco estaria envolvido em uma operação suspeita de R$ 12,2 bilhões na tentativa de venda para o Banco de Brasília (BRB), que gerou investigações por fraudes e irregularidades financeiras.
Ele aponta conexões diretas com figuras do Judiciário, incluindo o patrocínio de eventos judiciais, como um fórum em Londres organizado pelo grupo Lide, que teria sido silenciosamente cancelado após revelações de despesas em um evento similar no Brasil liderado por Toffoli. Uma das acusações centrais de Ferreira envolve o ministro Dias Toffoli, que rejeitou recursos do Banco Central e manteve uma acareação marcada para 30 de dezembro de 2025, mesmo durante o recesso judiciário. A acareação, entre o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), o diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino Santos e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, visa confrontar versões sobre as irregularidades. Toffoli também negou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender o procedimento, o que gerou críticas de que o ministro estaria favorecendo a defesa do banco.
Ferreira também direciona suas denúncias a Alexandre de Moraes, alegando que o ministro teria feito ligações para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (ou seu sucessor Gabriel Galípolo, conforme relatos), para interferir na liquidação do banco. Além disso, o deputado menciona um contrato de R$ 100 mil mensais entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master, por serviços jurídicos. Esse contrato veio à tona em meio a uma reportagem que levou Moraes a abrir uma investigação sobre possíveis vazamentos de dados sigilosos de ministros e familiares por parte do Coaf e da Receita Federal.
O contexto do escândalo remonta à prisão de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, pastor da Igreja Lagoinha, em operações da Polícia Federal. Vorcaro é acusado de fraudes na tentativa de venda do banco, e há suspeitas de lavagem de dinheiro via fintechs ligadas à igreja. Ferreira conecta esses fatos a uma suposta rede de influência que envolveria lobismo e proteção judicial, criticando o silêncio de partes da mídia e de outros políticos. Em posts anteriores, o deputado já havia alertado sobre o caso, afirmando que Moraes usaria prisões, como a de Filipe Martins, para desviar o foco das suspeitas contra si.
O Banco Master, por sua vez, nega irregularidades, e a investigação pode durar até seis meses, segundo fontes próximas ao Banco Central. O STF e os ministros envolvidos não comentaram diretamente as denúncias de Ferreira. O caso continua a gerar debates sobre transparência no Judiciário e no sistema financeiro, com pedidos por uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar as conexões.
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