Jerônimo diz que policial morto estava de folga e não de serviço

Governador reage a assassinato de capitão da PM na Avenida Contorno e evita assumir responsabilidade pela insegurança
Por: Brado Jornal 16.jan.2026 às 09h45
Jerônimo diz que policial morto estava de folga e não de serviço
Reprodução
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se pronunciou nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) sobre o assassinato do capitão Osniésio Pereira Salomão, da Polícia Militar da Bahia, ocorrido na noite anterior na Avenida Contorno, próximo à Bahia Marina, em Salvador.
Em declaração pública, Jerônimo afirmou que o policial "não estava de serviço", destacando que a vítima estava de folga no momento do crime.

A fala do governador gerou indignação imediata, pois tenta minimizar a gravidade do episódio ao enfatizar que Salomão não estava em serviço, como se isso reduzisse a responsabilidade do Estado em proteger seus agentes mesmo fora do horário de trabalho.
O capitão, lotado na 18ª Companhia Independente e com passagem pelo Batalhão Gêmeos, reagiu a uma tentativa de assalto, baleou um dos criminosos (que morreu no local) e foi atingido mortalmente pelo segundo assaltante, que fugiu.

Jerônimo evitou mencionar o avanço do crime organizado na Bahia, as falhas na inteligência policial e a sensação de insegurança que permite que policiais sejam executados até mesmo em folga.
A Secretaria da Segurança Pública confirmou a morte e informou que a investigação está em curso, com análise de câmeras e depoimentos, mas o governador optou por uma resposta técnica e distante, sem promessas de reforço ou mudança estrutural.

O assassinato reforça o padrão alarmante de violência contra policiais na Bahia: agentes são alvos frequentes em folga, demonstrando a ousadia das facções que dominam territórios e desafiam abertamente o poder público.
Sob Jerônimo, o estado acumula recordes negativos em segurança, com alta taxa de homicídios e letalidade policial, mas sem medidas efetivas para proteger a própria tropa.

A declaração do governador, ao focar no detalhe de "não estar de serviço", soa como tentativa de desviar a culpa e evitar o debate sobre o fracasso da gestão petista em combater o crime organizado.
A população baiana, que convive com o medo diário, cobra ações concretas, não justificativas.


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