Governo perde maioria em comissão da AL-BA

Mudança na janela partidária altera composição da Comissão de Finanças e equilibra forças entre base e oposição.
Por: Brado Redação 13.abr.2026 às 17h48
Governo perde maioria em comissão da AL-BA
Foto: Sandra Travassos/Agência Alba/Arquivo

A janela partidária provocou uma significativa alteração no equilíbrio de poder dentro da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Uma das comissões mais estratégicas da Casa, responsável por analisar o orçamento estadual e as contas do governo, deixou de ter maioria da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle agora está empatada em 4 a 4 entre os membros titulares. A mudança foi motivada pela migração de dois deputados que antes eram considerados parte do bloco governista e agora integram o campo da oposição: Cafu Barreto, que saiu do PSD e foi para o União Brasil, e Hassan de Zé Cocá (PP).

Do lado do governo permanecem os deputados Bobô (PCdoB), Fabrício Falcão (PCdoB), Vitor Bonfim (agora no PSB) e Zé Raimundo Fontes (PT), que também preside a comissão. Na oposição, além de Cafu Barreto e Hassan de Zé Cocá, estão Robinho (União Brasil) e Tiago Correia (PSDB), líder oposicionista na Assembleia.

A comissão ainda não realizou nenhuma reunião com a nova configuração. No último dia 7, primeira sessão após o fechamento da janela, apenas o presidente Zé Raimundo compareceu, conforme registro no portal de processos legislativos da AL-BA. O próximo encontro está marcado para esta terça-feira (14), às 11h15, mas sem definição de pauta até o momento.

Essa alteração pode impactar diretamente a tramitação de projetos enviados pelo Executivo. Mesmo em regime de urgência, as matérias precisam passar pela análise da comissão antes de irem a voto no plenário. Atualmente, seis propostas do governo aguardam apreciação na Casa, incluindo a que regulamenta o piso salarial do magistério para professores da rede estadual e o pedido de empréstimo de R$ 5,4 bilhões junto à Caixa Econômica Federal.

Esse seria o 24º empréstimo solicitado desde o início da gestão Jerônimo Rodrigues, elevando o total de financiamentos contraídos para mais de R$ 30 bilhões.



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