Carlos Bolsonaro anuncia perseguição de aliados do PL que não divulgam pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

Ex-vereador e dirigente do partido em Santa Catarina afirma que levará o assunto à executiva nacional para correção de postura entre prefeitos, vereadores e filiados.
Por: Carol Barbalho 22.abr.2026 às 07h58
Carlos Bolsonaro anuncia perseguição de aliados do PL que não divulgam pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
EFE / Isaac Fontana
Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro e dirigente do Partido Liberal (PL) em Santa Catarina, publicou nesta terça-feira (21) uma mensagem nas redes sociais informando que realiza um levantamento sobre o apoio interno à pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República nas eleições de 2026.

No texto, Carlos Bolsonaro destacou que a maioria esmagadora de prefeitos, vereadores, lideranças, seções partidárias e filiados do PL não realizou sequer uma postagem sobre o tema nos últimos quatro meses, desde o início da corrida eleitoral. Ele classificou a situação como estarrecedora e anunciou que levará os dados à executiva do partido para tentar corrigir o que considera o mínimo óbvio: a necessidade de agir, comunicar e manifestar apoio público.


Segundo o post, o objetivo é garantir que quem deseja vitória no pleito vista a camisa da campanha. Carlos Bolsonaro mencionou que muitos ignoram não apenas a candidatura de Flávio, mas também a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros presos políticos, agindo como se uma nova eleição ocorresse normalmente sob o atual governo.Ele reconheceu que a iniciativa pode gerar revolta e perda de apoio por parte de alguns, mas afirmou seguir seus valores e consciência, sem ganhos pessoais. Carlos Bolsonaro defendeu o papel das chamadas “tias do zap” e “tios do churrasco” na manutenção da atividade política da direita e convidou apoiadores a cobrar e expor, de forma respeitosa e com bom senso, a falta de manifestação nas suas cidades e estados.

Na mensagem, ele enfatizou que a medida não representa divisão, mas busca por união e coerência, rejeitando narrativas de quem estaria “dormindo no ponto”. Finalizou afirmando que o esforço visa ajudar a salvar o Brasil para as futuras gerações.

Em publicação posterior, Carlos Bolsonaro reagiu a críticas, afirmando que o método de exposição atingiu em cheio aqueles com "projetos pessoais" e que a iniciativa é legítima e necessária. 


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