O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) justificou, nesta segunda-feira (11), o seu posicionamento em favor do Projeto de Lei da Dosimetria, que propõe a redução de penas para condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à rádio Baiana FM, o parlamentar baiano destacou a presença de pessoas simples entre os detidos e afirmou que sua decisão foi motivada pela impossibilidade de agir contra “irmãos e colegas”.
Durante a conversa no programa Giro Baiana, Isidório descreveu o perfil dos presos que, segundo ele, não mereceriam penas rigorosas. “Naquela prisão nós temos pessoas que vendiam pipoca, irmãs evangélicas simples, senhoras, senhores, militares de baixa patente e praças”, relatou o deputado. Ele defendeu que a dosimetria das penas aplicada a esses casos seria excessiva e que faria “qualquer coisa para tirar uma pessoa da cadeia”, mesmo que isso envolvesse medidas drásticas.
O parlamentar fez questão de separar os participantes comuns dos articuladores do movimento. Para ele, apenas os líderes que planejaram e tinham pleno conhecimento das intenções golpistas deveriam permanecer presos. Isidório citou expressamente o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como alguém que, na sua visão, integra esse grupo de maior responsabilidade.
“Eu não sou juiz, eu sou político. Quem tem que julgar e decidir sobre a soltura é o Supremo Tribunal Federal, que toma conta da Constituição”, ponderou o deputado. Ele reforçou que não poderia votar contra seus “irmãos e colegas”, referindo-se aos manifestantes que acreditavam estar defendendo valores como Deus, pátria e família.
Isidório reconheceu que o PL da Dosimetria representa uma tentativa de amenizar as condenações, mas lembrou que a palavra final sobre a liberdade dos envolvidos cabe ao STF. Sua declaração ocorre em meio ao debate nacional sobre o tema, após o Congresso ter derrubado vetos presidenciais relacionados à proposta.
O posicionamento do pastor sargento reflete a sensibilidade de parte da bancada evangélica e conservadora em relação aos presos do 8 de janeiro, muitos dos quais são vistos como apoiadores comuns do ex-presidente e não como líderes de um suposto golpe. O deputado concluiu sua fala destacando que as pessoas comuns do movimento agiram movidas pela convicção de proteger princípios caros à direita brasileira.
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