Rodrigo e Eduardo Hagge protagonizam disputa por espaço político em Itapetinga

Relação entre tio e sobrinho, marcada por sucessão política e mudanças de alinhamento, movimenta os bastidores da política baiana
Por: Brado Jornal 11.mai.2026 às 06h38
Rodrigo e Eduardo Hagge protagonizam disputa por espaço político em Itapetinga
Foto: Divulgação/Arquivo

A política de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, atravessa um momento de forte repercussão envolvendo duas das principais lideranças do município: o ex-prefeito Rodrigo Hagge e o atual prefeito Eduardo Hagge. O debate sobre quem possui maior força política ganhou espaço nas redes sociais e em círculos políticos locais após a circulação de vídeos e análises sobre a influência de ambos dentro e fora da cidade.

Integrantes de uma das famílias mais tradicionais da política regional, Rodrigo e Eduardo pertencem ao grupo político liderado historicamente por Michel Hagge, ex-prefeito de Itapetinga e uma das figuras mais influentes da história política do município. A família também teve destaque estadual com a atuação da ex-deputada Virgínia Hagge.

Rodrigo Hagge foi eleito prefeito em 2016 e reeleito em 2020, consolidando liderança política na cidade ao longo de oito anos de gestão. Em 2024, participou ativamente da articulação que levou Eduardo Hagge à vitória eleitoral, garantindo a continuidade do grupo político no comando da prefeitura.

Nos bastidores políticos, entretanto, o cenário passou a apresentar sinais de distanciamento entre as duas lideranças após mudanças de posicionamento político do atual prefeito. A aproximação de Eduardo Hagge com lideranças ligadas ao governador Jerônimo Rodrigues e à base governista estadual gerou reações entre aliados do ex-prefeito Rodrigo Hagge e setores mais conservadores da cidade.

Parte de aliados e apoiadores de Rodrigo Hagge passou a criticar o reposicionamento político do atual prefeito Eduardo Hagge após sua aproximação com lideranças ligadas ao governo estadual petista. Nos bastidores políticos de Itapetinga, o movimento foi interpretado por opositores como um rompimento com o grupo que sustentou a sucessão municipal em 2024.

A mudança de alinhamento político também alimentou discussões sobre o futuro da liderança do grupo Hagge no município e abriu espaço para especulações sobre possíveis divisões internas. Enquanto Eduardo busca ampliar articulação institucional junto ao governo estadual, Rodrigo segue mantendo forte capital político local após seus dois mandatos consecutivos.

O cenário tem sido acompanhado de perto por lideranças regionais e observado como um dos principais movimentos políticos recentes do sudoeste baiano, especialmente diante das articulações para as eleições estaduais de 2026.



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