O governo federal informou nesta terça-feira (12) que recebeu com surpresa a decisão da União Europeia de excluir o Brasil da relação de nações autorizadas a vender produtos de origem animal para o bloco. Autoridades brasileiras adiantaram que vão adotar medidas para tentar reverter a determinação, que entra em vigor no dia 3 de setembro.
Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) destacaram que a medida foi aprovada em votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Até o momento, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente.
O Palácio do Planalto informou que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias. O objetivo é pedir esclarecimentos detalhados sobre os motivos da exclusão e iniciar o diálogo para o retorno do país à lista de habilitados.
O comunicado oficial ressalta que o Brasil mantém um sistema de controle sanitário reconhecido internacionalmente. O país é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e um dos principais fornecedores de produtos agrícolas para o mercado europeu. As vendas desses itens para a União Europeia ocorrem há cerca de 40 anos sem interrupções significativas.
A decisão europeia gerou preocupação no setor agropecuário brasileiro, especialmente entre produtores e indústrias de carne, que agora buscam esclarecimentos técnicos sobre as exigências sanitárias citadas pelo bloco. O governo federal reforçou o compromisso de defender os interesses do agronegócio e trabalhar para manter o acesso ao importante mercado europeu.
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