A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) respondeu com firmeza neste domingo (28) às críticas do jornalista Paulo Figueiredo, que questionou sua postura em relação ao encontro de mulheres conservadoras convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Damares, que havia dito estar orando para decidir sobre participação no evento, usou as redes para defender seu estilo de atuação política.
Figueiredo ironizou a declaração da senadora, sugerindo que ela provavelmente compareceria se o convite partisse de figuras da esquerda, como Janja ou Maria do Rosário. “Se fosse da Janja ou da Maria do Rosário, estariam todas unidas, certo?”, publicou ele na rede social X.
Em réplica direta, Damares Alves rebateu que o jornalista não a conhece bem. “Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários”, afirmou. Ela destacou sua trajetória de enfrentamento direto contra pedófilos, corruptos, membros do crime organizado e opositores ideológicos, além de seu trabalho em comunidades e municípios para proteger crianças e mulheres vítimas de violência.
“Venha mesmo me visitar, mas só venha se tiver coragem, pois aqui as batalhas são reais”, completou a senadora.
O embate surge em um momento de tensões crescentes no campo conservador, agravadas após a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro em uma conversa telefônica sobre articulações políticas no Ceará. O episódio ampliou divergências internas entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Damares Alves tem se posicionado ativamente em meio a esses debates, reforçando sua imagem de militante que atua na linha de frente, longe de telas e teclados. A senadora continua como uma das vozes mais influentes entre parlamentares evangélicos e conservadores no Congresso Nacional.
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