A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou, nesta terça-feira, sua renúncia à presidência nacional do PL Mulher. A decisão foi comunicada após reunião com o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e formalizada por meio de nota divulgada nas redes sociais.
Na nota, Michelle afirmou que, após refletir com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, optou por deixar o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados com ele, que cumpre prisão domiciliar, e com a filha do casal, Laura, de 15 anos. “Venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, escreveu.
Durante sua gestão à frente do PL Mulher, Michelle destacou ter percorrido o Brasil, instalado diretórios em todas as 27 unidades da federação e contribuído para a eleição de 1.005 mulheres em 2024, representando um aumento de 45,8% em relação ao pleito anterior.
Ela agradeceu a Valdemar Costa Neto pela autonomia concedida e à vice-presidente do movimento, a vereadora Priscila Costa (PL-CE), além de dirigentes estaduais e municipais. “As sementes foram lançadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse trabalho”, concluiu.
A saída ocorre em meio a tensões internas no partido, especialmente relacionadas a disputas eleitorais no Ceará, onde Michelle defendia a candidatura de Priscila Costa ao Senado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro apoia outro nome. Recentemente, Michelle havia divulgado vídeos nas redes sociais expondo desentendimentos com Flávio, o que ampliou a crise familiar e partidária.
Valdemar Costa Neto buscou mediar o conflito e tentou adiar decisões definitivas, mas Michelle manteve a posição de não participar de eventos organizados por Flávio, como uma reunião prevista para o dia seguinte com lideranças femininas. Aliados indicam que ela se declarou cansada dos conflitos internos e prioriza o momento familiar.
O PL Mulher, criado para ampliar a participação feminina na legenda, segue com o trabalho iniciado, segundo a nota de Michelle, que reforçou sua convicção de que o movimento continuará crescendo. A renúncia marca o fim de sua passagem pelo comando nacional do segmento.
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