O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais, anunciou nesta segunda-feira que não disputará o governo do estado e permanecerá no Senado. A decisão foi comunicada após reunião com a cúpula do partido em Brasília e reforça as dificuldades na montagem do palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo maior colégio eleitoral do país.
Em vídeo ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, Cleitinho atribuiu o recuo ao momento pessoal vivido desde a morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no mês passado. Emocionado, ele pediu desculpas e afirmou que não está em condições de enfrentar uma campanha agora, priorizando o cuidado consigo mesmo e com a família.
A legenda havia barrado sua candidatura na semana passada, mas voltou a oferecer condições para a disputa. Segundo Pereira, desta vez a desistência partiu do próprio senador. O dirigente ressaltou que o partido deu todas as oportunidades e respeita a escolha pessoal do parlamentar.
A definição encerra meses de indefinições. Cleitinho liderava pesquisas de intenção de voto, mas adiava a confirmação pública. Ele não compareceu à convenção estadual e chegou a anunciar a candidatura mesmo após o partido retirar o apoio, apresentando Luís Eduardo Falcão como vice. Após novas conversas e cobranças, o senador concluiu que não tem condições de seguir adiante.
A desistência reabre as negociações na direita mineira. Republicanos, PL e aliados passam a discutir o nome de Marcelo Aro (PP) para o governo. O ex-secretário da Casa Civil já sinalizou abertura para receber Flávio em seu palanque, mas a composição ainda depende de acordos entre as legendas.
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