A gestão do prefeito Gonzaga Carneiro, do PSD, em Ichu, no nordeste da Bahia, passou a ser alvo do Ministério Público por indícios de irregularidades no abastecimento da frota municipal. A investigação examina fornecimento de combustível incompatível, aplicação de recursos públicos em veículos que não integram o patrimônio oficial, consumo atípico e eventual simulação de despesas.
Para verificar a legalidade dos gastos e reunir documentos, o órgão abriu um procedimento preparatório de inquérito civil. A análise incluirá notas fiscais, registros de postos de combustível e relatórios de controle de veículos, a fim de apurar se houve prejuízo ao erário, desvio de finalidade ou ato de improbidade administrativa.
Por se tratar de fase inicial, a apuração não implica juízo de culpa. Ao final das diligências, o MP poderá arquivar o caso, emitir recomendações administrativas à prefeitura ou adotar medidas judiciais, caso as suspeitas se confirmem.
Em setembro do ano passado, a administração municipal já havia sido alvo de investigações do Ministério Público da Bahia por indícios de fraudes em licitações para fornecimento de combustíveis. As suspeitas envolvem contratos firmados com as empresas Aurora Comércio de Combustíveis Ltda e Aurora Comércio de Lubrificantes Ltda, apontados como potenciais violações aos princípios de legalidade e transparência no uso do dinheiro público.
Paralelamente, o MP instaurou inquérito civil para apurar denúncias de nepotismo. Vereadores acusam o prefeito de ter nomeado parentes próximos para cargos comissionados e de confiança. Além de Gonzaga Carneiro, figuram como representados Gabriela Barbosa dos Santos, Lennon Francoli Carneiro Borges e Cristiano Reis Carneiro Oliveira.
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