Uma alteração de critério adotada pelo Ministério das Comunicações favoreceu a ampliação da TV Difusora, emissora sediada em São Luís (MA) e ligada ao advogado Willer Tomaz. Conhecido por manter interlocução tanto com integrantes do governo quanto da oposição, o empresário teve sua empresa classificada para retransmitir a programação em outros 16 estados, incluindo 11 capitais.
A regra, definida em 2023, ainda durante a gestão de Juscelino Filho no Ministério das Comunicações, passou a priorizar a concessão mais antiga em disputas por canais de retransmissão. Como a outorga da TV Difusora é de 1962, a emissora venceu a concorrência aberta no fim de 2024 e obteve 27 novos canais. A expansão poderá elevar significativamente o valor de mercado da empresa e ampliar seu alcance de cerca de 4 milhões para mais de 15 milhões de espectadores.
O Ministério das Comunicações afirma que seguiu critérios técnicos na definição das regras. Willer Tomaz, por sua vez, declarou não ter influenciado a mudança dos critérios e afirmou não participar da gestão da emissora. O edital ainda é alvo de impugnações e aguarda homologação.
Nesta terça-feira (4), o advogado tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS. Tomaz também mantém relação próxima com nomes da política, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.
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