Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ponderar ir ao último debate do primeiro turno na Globo, na quinta (1º), mas aliados avaliam que a tendência é não comparecer. O confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficaria, na prática, para o segundo turno.
A agenda do dia ainda está em aberto. Prevalece a leitura de que o petista seria o alvo de todos os outros, com pouco tempo para responder. A emissora avisou que deixará cadeira vazia no horário nobre se ele faltar. Mesmo assim, o grupo considera que ouvir as críticas ao vivo desgasta mais do que a cadeira vazia.
Há também o cálculo inverso: sem Lula, os demais devem atacar Flávio, o outro bem colocado nas pesquisas, e cobrá-lo. Sinais de recuperação nas urnas reforçam a cautela. Com certa liderança consolidada, o presidente teria mais a perder com um deslize. Aliados lembram o mau desempenho dele no debate da Band em 2022 e dizem que, entre ir sem convicção e não ir, é melhor ficar de fora.
Nesta segunda (28), Nexus e Quaest mostraram oscilação positiva de Lula, depois de meses em que Flávio avançou. No domingo, o senador disse que vai ao debate e quer encontrar o adversário: “Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo. Eu vou para esse debate só para desmascarar esse mentiroso, esse assassino da esperança do Brasil.”
O presidente do PT, Edinho Silva, falou no canal TMC que Lula não deve ir. Queria o confronto, mas num formato direto. “Ele fazer uma pergunta e ficar vinte minutos, meia hora, esperando todo mundo falar para depois ele fazer outra pergunta… Se for esse modelo é evidente que o presidente Lula não irá ao debate e vai ficar aguardando o segundo turno. Porque no segundo turno serão só os dois.”
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