Romeu Zema (Novo) afirmou em entrevista ao portal Plox, em Ipatinga, que permanece na disputa presidencial até a votação. “Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, com os meus apoiadores e comigo mesmo. Eu nunca desisti de nada. Eu acho que você sair de campo antes do juiz apitar é meio esquisito.”
Questionado se o deputado Nikolas Ferreira (PL) pediu que ele saísse para reforçar Flávio Bolsonaro, não confirmou nem negou o contato. Repetiu os compromissos com o Novo e os apoiadores e disse que vai levar propostas e valores até o fim. Avaliou que, no segundo turno, a direita deve se unir contra o PT.
Sobre aliados que já declararam voto em Flávio, tratou como rotina da política. Citou o PSD e o Centrão, que em alguns estados apoiam o PT e em outros o PL. “As coisas não são tão preto no branco. Depois que eu entrei, eu vi que tem muitas zonas cinzentas.”
No Vale do Aço, disse ser favorável à concessão da BR-381, mas criticou a cobrança de pedágio sem obras suficientes. Na siderurgia, apontou juros, tributos, insegurança jurídica, legislação trabalhista e criminalidade como custos que tiram competitividade e preferiu reforma estrutural a subsídio e isenção. No comércio, voltou a pedir juros menores para aliviar o endividamento das famílias.
Defendeu contrato de trabalho por hora, para formalizar e ampliar contribuição previdenciária, e autorização para jovens a partir de 14 anos trabalharem até quatro horas por dia, desde que estejam na escola com bom desempenho. No Bolsa Família, propôs suspender o benefício de quem não cuida de criança ou idoso e recusar três ofertas de emprego, e exigir estudo ou curso profissionalizante.
No STF, sugeriu idade mínima de 60 anos para ministro, participação de OAB, STJ, MPF e universidades na escolha, restrição a indicações de trajetória política, fim de decisões monocráticas e novas regras de impeachment de integrantes da Corte.
Na saúde, quer mais recurso para hospitais com maior capacidade, pagamento por produção e procedimento e reajuste da tabela do SUS. Disse ter feito mais de 1 milhão de cirurgias em Minas em 2024 e 2025, ante 630 mil a 650 mil ao ano antes da pandemia, e ter construído mais de 400 unidades básicas.
Na economia, prometeu enxugar a máquina federal e ganhar ao menos 1% de eficiência ao ano para reduzir imposto. Defendeu privatizar a Petrobras, dividi-la em cinco partes para concorrência e preço de combustível, e destinar o dinheiro da venda a saúde, educação e infraestrutura. Reiterou que, num segundo turno contra o PT, se posicionaria contra o partido.
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