A Bahia pode fechar o mandato do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com um déficit de R$ 7,3 bilhões nas contas públicas. O número contrasta com o superávit de R$ 8,48 bilhões que ele recebeu do antecessor, Rui Costa, também do PT. Os valores já estão corrigidos pela inflação e constam de levantamento da Folha de S.Paulo, publicado em 13 de setembro de 2026, com base em dados oficiais do próprio governo estadual.
Jerônimo assumiu em 2023. No segundo mandato de Rui Costa (2019–2022), o Estado acumulou sobra de dinheiro no orçamento. No atual governo, a tendência se inverteu. Em 2025 ainda houve superávit de R$ 480 milhões. Para 2026, último ano do mandato, a projeção oficial aponta déficit de R$ 5,72 bilhões.
O resultado primário — a diferença entre o que o Estado arrecada e o que gasta, sem contar os juros da dívida — também piorou. Rui Costa deixou saldo positivo de R$ 13,5 bilhões. A gestão de Jerônimo pode terminar com déficit primário de R$ 3,32 bilhões. Em 2025, o governo elevou a meta de déficit primário de R$ 1,1 bilhão para R$ 4,2 bilhões. O Tribunal de Contas da Bahia criticou a mudança feita no fim do ano, quando a meta deveria servir de planejamento desde o início.
O caixa livre do Estado também encolheu. No fim de 2022, depois de descontar contas a pagar, havia cerca de R$ 5,3 bilhões disponíveis. No fim de 2025, esse valor caiu para R$ 900 milhões.
Parte das despesas foi empurrada para os anos seguintes na forma de restos a pagar. O déficit da previdência dos servidores também subiu, de cerca de R$ 6 bilhões em 2022 para R$ 7,1 bilhões no fim de 2025.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...