Filipe e Deltan vencem no Paraná

Com mais de 95% das urnas, os dois assumem as vagas de Flávio Arns e Oriovisto Guimarães; registro de Dallagnol ainda depende do plenário do TSE
Por: Brado Redação 04.out.2026 às 19h26
Filipe e Deltan vencem no Paraná
Reprodução

Filipe Barros, do PL, e Deltan Dallagnol, do Novo, ficaram com as duas cadeiras do Senado pelo Paraná neste domingo. Às 19h06, com 95,25% das seções apuradas, Barros ultrapassava 3 milhões de votos, ou 27,37% dos votos válidos. Dallagnol somava mais de 2,7 milhões, o equivalente a 25,28%. As vagas eram ocupadas por Flávio Arns e Oriovisto Guimarães.

O resultado de Dallagnol ainda não está livre de contestação. No sábado, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o registro. Neste domingo, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e manteve a candidatura. O registro passou a ser tratado como deferido com recurso, e os votos da chapa seguem sendo computados. O julgamento definitivo cabe ao plenário.

Barros tem 35 anos e nasceu em Londrina. Formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes em 2012. Foi assessor legislativo na Câmara Municipal entre 2013 e 2015 e vereador em 2016, pelo PRB. Em 2018, deixou a legenda, entrou no PSL e elegeu-se deputado federal. Em 2022, passou pelo União Brasil e, no mesmo ano, migrou para o PL, pelo qual renovou o mandato na Câmara. Hoje, preside o diretório estadual do partido.

Dallagnol nasceu em 1980, em Pato Branco, no sudoeste do estado. É formado em Direito e mestre pela Harvard Law School. Atuou como procurador da República de 2003 a novembro de 2021, quando pediu exoneração. Nesse período, trabalhou no caso Banestado e, a partir de 2014, coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, da qual saiu em setembro de 2020, alegando motivos pessoais. Segundo o Ministério Público Federal, a força-tarefa apresentou 217 acusações contra 543 pessoas, e ao menos 166 foram condenadas. Em setembro de 2016, ele assinou uma apresentação em PowerPoint que imputava ao ex-presidente Lula crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em 2022, Dallagnol foi o deputado federal mais votado do Paraná, com mais de 340 mil votos. No ano seguinte, o TSE anulou o registro daquela candidatura, e ele perdeu o mandato.



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