Lula voltou às redes nesta quarta (7) para cobrar de Flávio Bolsonaro uma posição sobre o fim da escala 6x1. No vídeo, perguntou como o adversário vai votar e como vai orientar o PL. “Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar.”
No mesmo dia, outro vídeo convocou apoiadores a ir às ruas e conversar com eleitores para tentar virar o segundo turno. Depois do primeiro, a campanha passou a defender mais presença do presidente nas redes para ampliar o alcance.
Lula descreveu a proposta como a troca de seis dias de trabalho e um de descanso por cinco de trabalho e dois de folga. “Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida.” Disse que a discussão vai mostrar “quem é quem nesse país”.
Na terça, já tinha defendido que a redução “saia do papel” e afirmou que Flávio é contra. “Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha.”
A PEC em análise fixa jornada máxima de 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem corte de salário. O texto já passou pela Câmara e pela CCJ do Senado. O plenário começou a discutir na terça, com a maioria dos senadores do PL ausente e sem Flávio. Davi Alcolumbre indicou que a primeira votação pode ser na próxima semana. São necessárias duas votações e, antes da primeira, cinco sessões de discussão.
Governistas querem aprovar antes do dia 25 e expor a oposição. Aliados de Flávio tentam evitar essa PEC e defendem que uma proposta alternativa seja analisada.
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