Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União, é apontado como o primeiro indicado de Flávio Bolsonaro ao Supremo, caso vença a eleição. A avaliação é de integrantes da cúpula da campanha e de aliados de primeira hora.
Oliveira tem o ativo que a família busca: relação de estrita confiança. O pai foi assessor de Jair Bolsonaro por cerca de 20 anos, e ele trabalhou no gabinete de Eduardo Bolsonaro antes de ir ao Planalto. Chefiou a Subchefia de Assuntos Jurídicos, que analisa a legalidade dos atos presidenciais, e depois a Secretaria-Geral da Presidência.
Jair já o tinha escolhido como primeira indicação ao STF, mas ele declinou. Avaliava que precisava de mais experiência. Foi para o TCU, e a vaga ficou com Kassio Nunes Marques. Desde 2020 na corte de contas, acumulou trânsito com políticos de partidos diferentes e agora é visto como o mais preparado. O próprio Bolsonaro planejava indicá-lo se tivesse sido reeleito em 2022.
De estilo conciliador, é visto com bons olhos por integrantes da Corte num momento em que o STF vive a maior crise de sua história. Parlamentares de esquerda também têm simpatia: ele trabalhou pela aprovação de Cristiano Zanin.
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