Papa Leão XIV destitui bispo acusado de visitar bordéis e desviar recursos da igreja

Pontífice removeu o prelado argentino após investigação do Vaticano confirmar graves irregularidades morais e financeiras
Por: Carol Barbalho 12.mar.2026 às 09h35
Papa Leão XIV destitui bispo acusado de visitar bordéis e desviar recursos da igreja
Chaldean Catholic Eparchy of St. Peter the Apostle
O Papa Leão XIV determinou a destituição imediata de um bispo argentino acusado de frequentar casas de prostituição e de apropriar-se indevidamente de recursos pertencentes à diocese que comandava.

A decisão foi comunicada oficialmente pelo Vaticano em 11 de março de 2026, após conclusão de um inquérito eclesiástico que validou as denúncias contra o religioso. O bispo, cuja identidade foi mantida em sigilo pela Santa Sé para preservar o andamento do processo canônico, perdeu o governo pastoral da diocese e foi suspenso do exercício de qualquer função clerical.

De acordo com o comunicado emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé, as acusações envolviam condutas incompatíveis com o estado clerical, incluindo visitas repetidas a estabelecimentos de prostituição, além de irregularidades graves na administração financeira da igreja local. O sumo pontífice, ao acolher os resultados da investigação conduzida pela Congregação para os Bispos, optou pela medida mais severa prevista no direito canônico para casos dessa natureza.

A remoção do bispo reflete a linha de tolerância zero adotada pelo atual pontificado em relação a abusos de poder, desvios financeiros e violações morais por parte de clérigos. Leão XIV tem reiterado a necessidade de maior transparência e rigor na gestão das dioceses, especialmente após escândalos semelhantes que abalaram a credibilidade da Igreja em diversas regiões do mundo.

O religioso destituído agora enfrenta um processo administrativo adicional no âmbito da Congregação para a Doutrina da Fé, que pode resultar em sanções mais graves, como a redução ao estado laical, dependendo da profundidade das faltas comprovadas. Enquanto isso, a diocese afetada passará a ser administrada por um administrador apostólico nomeado diretamente pelo Papa, até que seja designado um novo bispo.

A medida reforça o compromisso do Vaticano com a purificação interna da instituição, priorizando a proteção dos fiéis e a integridade do ministério sacerdotal. O caso soma-se a outras intervenções recentes do pontífice em dioceses latino-americanas marcadas por controvérsias semelhantes.


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