PF diz que presidente cometeu crime ao divulgar inquérito, mas não indicia Bolsonaro

Apesar disso, a delegada Denisse Ribeiro ressalta que não pediu o indiciamento do presidente da República e do parlamentar do PSL
Por: Brado Jornal 29.jan.2022 às 10h36 - Atualizado: 30.jan.2022 às 10h00
PF diz que presidente cometeu crime ao divulgar inquérito, mas não indicia Bolsonaro

Em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal diz que o presidente Jair Bolsonaro, o auxiliar de ordens dele, tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa, e o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) cometeram crime de violação de sigilo funcional ao divulgarem documentos de um inquérito sigiloso que tramita na corporação.

Apesar disso, a delegada Denisse Ribeiro ressalta que não pediu o indiciamento do presidente da República e do parlamentar do PSL porque decisões recentes do Supremo apontaram que pessoas com foro privilegiado só podem ser indiciadas mediante autorização prévia da Corte.

Em agosto do ano passado, o chefe do executivo revelou detalhes da investigação numa entrevista e depois divulgou os documentos em suas redes sociais. A Advocacia-Geral da União (AGU), que faz a defesa de Bolsonaro no caso, alega que o inquérito não era sigiloso e que, portanto, não houve o cometimento de crime.



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