O cantor Rick, da dupla com Renner, morreu aos 59 anos na queda de um helicóptero em Santa Catarina, confirmada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (22). Também estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo.
Geraldo Antônio de Carvalho nasceu no Tocantins em 5 de dezembro de 1966 e faria 60 anos em dezembro. Mudou-se com a família para Brasília aos seis anos e, aos nove, já cantava em bares com uma irmã — chegou a ter problema com o Juizado de Menores por causa da idade.
A dupla com Ivair Reis Gonçalves, o Renner (Brasília, 19 de novembro de 1971), nasceu nos anos 1980. Renner veio do rock, virou pai aos 16 e sustentava a casa com a música. Os dois começaram em bares, gravaram um LP independente e ganharam impulso de Zezé Di Camargo e Luciano, que os levaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto. O primeiro disco pela Continental trouxe faixas como “Preciso te encontrar”, “Você decide” e “Mal de amor”. Depois, os dois foram para São Paulo.
O salto veio em 1998, com o álbum “Mil vezes cantarei” e “Ela é demais”, que ficou cinco meses nas paradas e até hoje é a faixa mais ouvida da dupla nas plataformas. No ano seguinte, “Instante mágico” rendeu “Muleca”, “Cara-de-pau”, “Fim de semana” e “Na pontinha do pé”, com o Molejo. Em 2003, no aniversário de uma década, saíram um acústico e o primeiro DVD. Até 2007, a dupla já tinha vendido mais de 7 milhões de discos e fazia cerca de 150 shows por ano.
No fim de 2010, após 25 anos, 16 CDs e dois DVDs, anunciaram uma pausa. Rick seguiu como Rick Sollo e lançou “Pronto pra te amar” (2011) e “Foi Deus...” (2015), sem o mesmo alcance. Renner foi para o gospel, com ajuda do parceiro. Rick disse na época que, se ficasse em dupla, seria com Renner, e que não tinha havido briga.
Em 2018 voltaram com o CD “Seguir em frente” e turnê de mesmo nome. Na pandemia, lives como “Em prol do Estado do Maranhão” e “At Home” passaram de 4 milhões de acessos. Nos últimos anos saíram os singles “Estou aqui!” (2024), “Porque o bruto chora” (2025) e “O caçador” (2026). A dupla rodava o país com a turnê “Em nome da música”.
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