O Ministério Público de São Paulo afirmou, nas alegações finais do processo em que pede a condenação de Renato Cariani, que mensagens extraídas do celular do influenciador indicam conversas com um policial civil enquanto acompanhava uma investigação anterior sobre sua indústria química. Segundo o órgão, o policial André Dziuba atuou para conter o avanço dessa apuração. Cariani recebia informações privilegiadas sobre diligências, buscava detalhes sobre o inquérito e aparecia em conversas sobre o encerramento do caso.
Os promotores destacam que a análise do aparelho tem especial relevância porque, além de reforçar a acusação principal, indicaria atuação dele sobre uma investigação da Polícia Civil que apurava operações ligadas à AstraZeneca. Em uma das trocas, ao ser informado do encerramento do inquérito, Cariani e o policial comemoram. Em mensagens de 2021, o agente trata da oitiva do influenciador no inquérito e diz que não há pressa. Em 2022, Cariani pergunta sobre o andamento e recebe respostas de que a apuração não avançaria.
O MP pediu a condenação de Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, a pena pode variar de 16 a 51 anos. A defesa afirmou que o pedido não representa surpresa e que vai demonstrar a improcedência das acusações com base na prova produzida. Cariani responde ao processo em liberdade. Sua empresa, a Anidrol, foi alvo da Operação Hinsberg em dezembro de 2023.
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