O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica da Bahia (Sindiquímica) critica a venda de ações da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) como “privatização disfarçada”. Em vídeo publicado no Instagram, o dirigente sindical Alfredo Santos Junior afirma: “Vender ação é privatização disfarçada, não vamos vacilar, o povo votou contra privatização ao reeleger Lula e não podemos admitir que um governador do PT conduza um processo de privatização desse.”
A publicação ocorre após o Decreto nº 24.839, assinado em 5 de outubro de 2026 pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte. O ato autoriza a alienação de participação acionária minoritária do Estado na Bahiagás. O governo estadual informa que o controle da companhia permanece com o poder público, que a empresa continua como sociedade de economia mista e que a concessão de distribuição de gás canalizado, válida até 2041, não sofre alterações.
O Estado detém a maior parte do capital da Bahiagás, em sociedade com a Mitsui, que possui direito de preferência na aquisição das ações. A alienação se limita à parcela adquirida pelo Estado da Gaspetro em 2022. O decreto justifica a medida pela necessidade de atrair investimentos privados para modernizar e expandir a infraestrutura de distribuição de gás canalizado.
O Sindiquímica ajuizou ação civil pública para suspender a venda de ações e afirma que qualquer alteração na composição acionária deve ser precedida de amplo debate com os trabalhadores e a sociedade. O sindicato realizou manifestação em frente à sede da Bahiagás, em Salvador, com a presença do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL). Comentários na publicação de Alfredo Santos Junior também registram oposição à venda da Bahiagás e menções ao governador Jerônimo Rodrigues.
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