O Pix passou a ser aceito como forma de pagamento em estabelecimentos comerciais de oito países: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.
A funcionalidade opera por meio de parcerias entre instituições financeiras brasileiras, fintechs e credenciadoras internacionais de maquininhas. Não se trata de um Pix internacional oficial mantido pelo Banco Central. As operações são intermediadas por empresas de câmbio autorizadas, que realizam a conversão dos valores em tempo real.
O processo é semelhante ao usado no Brasil. O estabelecimento gera um QR Code na maquininha. O turista brasileiro escaneia o código pelo aplicativo do seu banco, visualiza o valor já convertido para reais (incluindo taxas da operação) e confirma o pagamento por senha ou biometria. Em seguida, a empresa intermediária liquida o valor ao comerciante na moeda local.
Na Argentina, a parceria entre o Banco do Brasil e o Banco Patagonia habilita o serviço em mais de seis mil estabelecimentos. No Chile, a fintech PagBrasil atua com a credenciadora VirtualPOS. No Uruguai, o serviço é oferecido pela Getnet. Nos Estados Unidos, a integração ocorre por meio da Verifone em terminais de cidades como Miami e Orlando. Há também operações em destinos turísticos de Portugal, Espanha e França, incluindo Lisboa, Madri e Paris.
O serviço concentra-se em hotéis, restaurantes, lojas, centros de esqui e pontos de fronteira na América do Sul, além de estabelecimentos em cidades com grande fluxo de brasileiros nos Estados Unidos e na Europa. Os pagamentos utilizam a taxa de câmbio comercial.
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